Há semanas venho pensando o que escreveria na última coluna de 2009. Em um retrospecto rápido, o ano que acaba hoje foi o melhor que tive profissionalmente, implementando projetos na rádio e no jornal, concluindo com sucesso alguns, outros nem tanto.
Assim é a vida, feita de experiências, acertos, erros, a vida é feita de ciclos, e hoje se encerra mais um ciclo pra mim. A partir de 2010 não estarei mais no quadro funcional do Grupo Sobral. Optei pela saída, após dois anos como Editor e exatamente quatro anos vivendo dentro deste semanário.
Parte da minha adolescência passou aqui dentro. Cresci e evolui junto com o Jornal Sobral, junto com a cidade. Dos computadores arcaicos, a potentes máquinas interligadas em redes de alta velocidade. Noticiei festas, inaugurações, eleições, crimes, acidentes, visitas e despedidas. Tristes despedidas, como a do Professor Victor Hugo Tomé, meu primeiro e maior incentivador e recentemente a do Prefeito Sérgio Malta, um ex-chefe que sempre me tratara como um grande profissional.
Mas que eu nunca poderia deixar de falar aqui é das duas pessoas mais importantes da minha carreira daqui para frente: Antonio Correia e Francisco Garcia, ou simplesmente Jajá e Kiko, como os amigos carinhosamente chamam os Diretores do Grupo Sobral. Só que estes dois foram mais que dois grandes amigos, foram os pais que eu não tive. Dando um conselho sábio na hora dúvida, dando um puxão de orelha na hora do erro. E quantos foram os puxões de orelha... Tudo lição para que os erros não repetissem, e a cada falha anunciada, nunca mais voltara a ser repetida.
Às vezes me pergunto: Quem em sã consciência deixaria um veículo de comunicação, nas mãos de um guri de 18 anos? A resposta, é só voltar algumas linhas.
Estas figuras abriram os microfones da emissora para o “Café das Quatro” talvez o primeiro programa de humor da Rádio Sobral, feito por seis adolescentes, supervisionados pelo Victor Hugo.
Estas figuras abriram as portas do Jornal Sobral para que o simples estudante de jornalismo, aprendesse a ser um repórter de verdade, um fotojornalista, um redator, até virar um editor e com isso por algumas vezes ser escolhido simbolicamente pelos professores e colegas como aluno nota 10 do semestre na faculdade.
Nu futuro, aquele que ora parece distante, ora vira presente, eles saberão quão foi válida a oportunidade que me deram e quão sou e serei eternamente grato, e com certeza não se arrependerão do que fizeram por mim.
O motivo de minha saída se deu por um único e exclusivo: Em 2010 novas portas estão se abrindo para mim, assim estarei de fronte à novas experiências, retomando projetos antigos, e iniciando um novo ciclo. Deixo assim bem explicado, para aqueles que sabem mais da vida da gente, do que agente mesmo.
Largar o emprego, a cidade, a casa da mãe, seria uma loucura? Seria, mas por que não arriscar, por que não desafiar, por que não ir de encontro ao desconhecido? Medo? Isso é digno dos fracos, daqueles que são temerosos e acabam se acomodando em cima de um cataclismo de benefícios e esquecem de caminhar com as próprias pernas. Muitos atrofiam os músculos e esquecem da força que tem, ainda há aqueles que atrofiam o cérebro e precisam que os outros pensem por eles.
Aleatoriamente continuarei a escrever esta coluna, não me afastando dos leitores que carinhosamente gostam e elogiam os meus textos e até mesmo para aqueles de opiniões contrárias.
Raul Seixas preferia ser uma metamorfose ambulante, já eu, prefiro ser um desafio ambulante, ou melhor, um desafiador. Aquele que olha para a linha do horizonte e sabe que lá longinquamente esta o seu destino, independente das estradas desencontradas, das pedras no caminho, das tempestades que podem acontecer. O desafio é o meu prazer.
Este ciclo que vivi acaba de se encerrar, junto com 2009. Em 2010 o caminho será outro, as portas a serem abertas também. Feliz 2010 a todos os butiaenses e que em cada um de nós exista um pouco do sentimento desafiador, que dá graça à vida, que dá o prazer de viver.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Do paradigma à história

Último Registro Fotográfico do Prefeito Sérgio Malta, feito por mim, em agosto de 2009
A morte e seus mistérios sempre causam medo e curiosidade. Ao longo dos séculos em que o homem passou a dominar a terra, estudos e mais estudos não chegaram à nenhuma conclusão sobre o que significa o fim da vida.
Para os céticos a morte é simplesmente o fim, o ponto final. A vida, na visão deles, é uma passagem finita, estipulada, com início, meio e fim. Muitos religiosos, claro que varia muito de religião para religião, acreditam em continuidade. Após a morte, deixa-se o plano carnal (que seria a terra) e passamos a viver no plano espiritual.
Para os católicos há variáveis entre o céu e o inferno, para os espíritas, a reencarnação. E assim dissemina-se mundo fora, de acordo com a crença e a cultura de cada país, diferentes maneiras de encarar aquilo que ninguém aceita.
Às 3h20min da madrugada de domingo quando meu telefone tocou, esperava ouvir qualquer coisa, menos aquilo que eu ouvi. A notícia que o Prefeito Sérgio Malta havia falecido era a única que eu não imaginava receber naquele momento e não estava preparado para ela, como ninguém que a recebeu estava.
De fala mansa, calma, palavras ponderadas, a história política recente do Dr. Sérgio, ou simplesmente Malta se misturam com a minha história dentro do jornalismo, e marca minha vida de vez.
Recém iniciada a faculdade, recém integrando o Grupo Sobral, fui escalado pra fazer minha primeira entrevista exclusiva para o Jornal Sobral com o Prefeito recém eleito, em seu gabinete, isso no ano de 2005. Tremendo mais que vara verde, com uma pauta de perguntas anotadas num bloco de papel, uma vergonha sem tamanho a entrevista foi acontecendo.
Depois, por centenas de vezes o entrevistei novamente e a cada uma delas, mais experiência pude ganhar para exercer a minha profissão.
Profissão esta que também teve o apoio de Sérgio Malta, quando a faculdade me solicitou um estágio curricular obrigatório em assessoria de imprensa, e ele abriu as portas da Prefeitura pra mim, para seis meses de experiência, entre outubro de 2007 e abril de 2008.
Mesmo sendo filiado em outro partido, mesmo com todos motivos políticos adversos, Malta demonstrou sua confiança em mim. Em uma das tantas conversa em seu gabinete, um dia me falou que a minha capacidade profissional, era maior que a política, por isso estava lá dentro.
Tenho certeza que não o decepcionei naquilo que me competia, como nos informativos, artes gráficas, peças publicitárias, e programas institucionais. Ao saber do fim do meu contrato de estágio, numa passada pelos corredores da prefeitura, me deu um abraço e me desejara sucesso.
Retornando ao Jornal Sobral, curiosamente, quis o destino, que quatro anos depois da minha primeira entrevista com Malta, que eu fosse o último repórter, juntamente com minha colega Aline Kaczynski a fazer sua última entrevista exclusiva.
Ele e sua esposa nos receberam em sua residência, num dia de céu nublado, com pássaros cantando em sua varanda, onde optara em dar a entrevista. A imagem que mais me marcou, e não sai da minha cabeça, foi a dele, Sérgio Malta, sentado ao lado de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Esperançoso, recém recuperado, e como sempre atencioso, respondeu a todos os questionamentos, desta vez não mais anotados em um papel, não deixando nada a esconder sobre o processo que estava passando e das próximas etapas que viriam.
Malta lutou bravamente até o fim, não se entregou uma só vez, mas quis Deus que sua hora chegasse. E ela infelizmente chegou. Deixou a vida, para entrar na história. Um nome que não será esquecido tão cedo pela comunidade. Quebrou paradigmas, alçou vôos altos e hoje literalmente lá do alto está a olhar por nós.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Time bom é time que chega

Normalmente me restrinjo a falar de futebol nesta coluna, mas assim como ano passado, não há como encerrar o ano sem falar aqui do Colorado.
O Inter, no ano de seu centenário, justo quando alcançou a histórica marca de 102 mil sócios deixou a torcida com um leve gosto de “quero mais”. Foram seis competições disputadas, em duas sagrou-se campeão e em três, vice.
O ditado diz que time bom é time que chega! E isso há de se concordar, em todas as competições que o Inter entrou, estava em campo como favorito. E o favoritismo é justo de times bons, os ruins ninguém lembra, aliás, os ruins nem chegam lá.
Certo que a final da Copa do Brasil e da Recopa decepcionou muita gente, a culpa pode ter sido do Dunga por ter levado o Nilmar para seleção, ou então da altitude equatoriana. Mas por si só o colorado pecou, cometeu erros, e os bastidores, os fatores extra-campo foram fatores decisivos em alguns jogos.
A falta de vontade de alguns jogadores, o salto alto, o oba-oba, às conspirações contra o técnico Tite, fizeram o segundo semestre do Inter ir dos céus ao inferno em um piscar de olhos.
Só que o Internacional de Porto Alegre é maior que isso, muito maior! Mesmo com a derrota para pseudo-rebaixaixados e empates com times fraquíssimos o Inter foi o MELHOR ataque do MUNDO em 2009 com 152 gols, à frente dos grandes clubes europeus. E isso tudo em 75 partidas e 6 competições diferentes. Foi o time que mais disputou campeonatos neste ano e consequentemente, o time que mais partidas disputou. Recordes e mais recordes!
Sem contar que o Inter continua sendo o último time brasileiro que conquistou a Libertadores da América. É o primeiro e único time brasileiro que valorizou a Copa Sul Americana, sagrando-se campeão.
Ao conquistar a Sul Americana, credenciou sua vaga para disputar a Copa Suruga no Japão, motivos de chacotas para o adversário que usam o seu nome com trocadilhos sem graça.
Pois nessa competição de nome estranho, o Inter atravessou o mundo, foi ao Japão, e mais uma vez levantou outra taça de campeão em terras orientais. Ai vai ter quem diga: “tituluzinho de m...”. É, mas esse título foi o único título internacional, conquistado por uma equipe brasileira em 2009.
Isso mesmo, o Inter foi o único time do Brasil que foi campeão além fronteiras, repetindo o que aconteceu em 2006, 2007 e 2008. Um título internacional por ano!
O engraçado é que quando o Inter chegou com seriedade na Sul Americana, ela era a segundona da América, de acordo com murmurinhos por ai. Agora que para certos times só restaram uma humilde colocação no brasileiro, terão que disputar a bendita “segundona da América” é a competição do ano para eles. Estão certos, de segundona eles entendem!
Mas o que mais importa para o Inter agora é focar em 2010. O novo técnico Jorge Fossati terá um trabalho dificultoso pela frente e uma responsabilidade imensa: Fazer do Internacional Bi-Campão da América. Qualidade de elenco todo mundo sabe que o Inter tem, o que falta muitas vezes é vontade dos jogadores, Fossati veio para mudar isso, juntamente com os novos reforços que chegarão.
Nesta quinta-feira, dia 17, uma grande festa animou o estádio Beira Rio encerrando a programação do ano centenário e comemorando os três anos da conquista do mundo e os 30 anos do brasileiro invicto.
É isso então, Time bom é time que chega! E em 2010 o Inter estará lá,
tentando mais uma vez pintar a América de vermelho, e nós torcedores,
simpatizantes, fanáticos, estaremos a uma só voz : “Vamo Vamo Inter”
E para finalizar, parabéns ao nosso adversário, que este ano foi
aprovado no ENEM: E nem Gauchão, E nem Brasileirão, E nem Libertadores!!!
Tresloucada?
O sentimento e a emoção, muitas vezes, levam as pessoas a extrapolarem o sentido da razão. A mãe que agrediu uma professora foi o assunto da semana e está sendo julgada de louca, desvairada e uma série de adjetivos desnecessários.
A mãe pode ter errado, pode! Ela mesma assumiu isso no rádio, mas perguntem se ela foi ouvida? Se tudo foi esclarecido?
Somente que é pai, ou mãe sabe do sentimento que tem ao seu filho. Porém, em especial, a mulher, a fêmea, seja de qual for a espécie move ‘mundos e fundos’ para defender os seus filhos. Não é só a humana. No mundo animal isso é muito comum. A leoa, por exemplo, mata os leões que se aproximam do seu ninho tentando matar sua prole para que ela entre no cio novamente.
Se a leoa pensasse, ela estaria apenas protegendo os seus filhos e não cometendo um ato irracional. Ela estaria assegurando a continuidade da espécie. O leão por si só, não pensaria assim. Porém ambos são animais, não pensam, agem por instinto, só que o instinto materno é um só, seja qual for a espécie, raça, filo, etc.
Então, como julgar uma mãe que age com o instinto materno?
Já fui aluno e sei como as professoras às vezes te pré-julgam, por uma atitude ou outra, ou ficam de marcação em cima da gente, até por birra. Na contra mão, também já estagiei como professor de informática e sei como alguns alunos incomodam e te tiram do sério.
Igual, nada justifica! Só que julgar, apontar o dedo, incriminar sem ouvir os dois lados, sem saber o que está mesmo acontecendo é muito fácil. Agora quando você é um dos lados da história, tudo muda.
A mãe pode ter errado, pode! Ela mesma assumiu isso no rádio, mas perguntem se ela foi ouvida? Se tudo foi esclarecido?
Somente que é pai, ou mãe sabe do sentimento que tem ao seu filho. Porém, em especial, a mulher, a fêmea, seja de qual for a espécie move ‘mundos e fundos’ para defender os seus filhos. Não é só a humana. No mundo animal isso é muito comum. A leoa, por exemplo, mata os leões que se aproximam do seu ninho tentando matar sua prole para que ela entre no cio novamente.
Se a leoa pensasse, ela estaria apenas protegendo os seus filhos e não cometendo um ato irracional. Ela estaria assegurando a continuidade da espécie. O leão por si só, não pensaria assim. Porém ambos são animais, não pensam, agem por instinto, só que o instinto materno é um só, seja qual for a espécie, raça, filo, etc.
Então, como julgar uma mãe que age com o instinto materno?
Já fui aluno e sei como as professoras às vezes te pré-julgam, por uma atitude ou outra, ou ficam de marcação em cima da gente, até por birra. Na contra mão, também já estagiei como professor de informática e sei como alguns alunos incomodam e te tiram do sério.
Igual, nada justifica! Só que julgar, apontar o dedo, incriminar sem ouvir os dois lados, sem saber o que está mesmo acontecendo é muito fácil. Agora quando você é um dos lados da história, tudo muda.
Um natal solidário
Toda criança acredita na magia do natal. Pede, sonha, imagina presentes que queira ganhar do Papai Noel. Pena que nem todos os pais tenham condições financeiras de atender os pedidos de seus filhos.
As crianças carentes também vivem o natal tão quão as mais abastadas, claro que sem requinte algum e na maioria das vezes sem presentes. Os motivos são vários, os pais desempregados, as condições precárias de vida, não possuem pai, ou mãe, entre tantas coisas que poderiam quebrar este encanto. Mas para muitos desses jovens a esperança é o presente, e através de suas cartinhas que postam no correio, sonham serem atendidos.
Por isso, vá até a nossa agência dos correios, pegue uma carta repleta de sonhos infantis e os torne realidade. Vá você que poderia gastar esse dinheiro sobrando em uma bobagem qualquer, vá você que ajuda todo ano e irá repetir o ato mais uma vez e principalmente... Vá você que é empresário que tem infinitas condições de ajudar tantas crianças e muitas vezes cruza os braços como se não fosse com você.
Butiá é repleto de pessoas solidárias, que ajudam e contribuem, mas ainda há aquelas que pouco abrem a mão. Ajude, contribua, se coloque no lugar de uma dessas famílias, volte no tempo, se imagine quando era criança e como sonhava também em ver o Papai Noel, ganhar o seu presente.
Nada no mundo se iguala ao sorriso de uma criança que tem o seu sonho concretizado. Pense Nisso!
As crianças carentes também vivem o natal tão quão as mais abastadas, claro que sem requinte algum e na maioria das vezes sem presentes. Os motivos são vários, os pais desempregados, as condições precárias de vida, não possuem pai, ou mãe, entre tantas coisas que poderiam quebrar este encanto. Mas para muitos desses jovens a esperança é o presente, e através de suas cartinhas que postam no correio, sonham serem atendidos.
Por isso, vá até a nossa agência dos correios, pegue uma carta repleta de sonhos infantis e os torne realidade. Vá você que poderia gastar esse dinheiro sobrando em uma bobagem qualquer, vá você que ajuda todo ano e irá repetir o ato mais uma vez e principalmente... Vá você que é empresário que tem infinitas condições de ajudar tantas crianças e muitas vezes cruza os braços como se não fosse com você.
Butiá é repleto de pessoas solidárias, que ajudam e contribuem, mas ainda há aquelas que pouco abrem a mão. Ajude, contribua, se coloque no lugar de uma dessas famílias, volte no tempo, se imagine quando era criança e como sonhava também em ver o Papai Noel, ganhar o seu presente.
Nada no mundo se iguala ao sorriso de uma criança que tem o seu sonho concretizado. Pense Nisso!
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