Nem tudo está perdido para a tradição gaúcha. Mesmo resistindo fortemente contra o devaneio cultural da Tchê Music e suas variantes do resto do país, as futuras gerações não estão perdidas.
Na sexta-feira (18), ministrei uma palestra na Escola Municipal Maria Camargo para alunos de 4ª a 6ª série sobre a história do Rio Grande do Sul, história do tradicionalismo, a primeira ronda crioula, a fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, entre outros assuntos ligados a semana farroupilha.
O nível da atenção das crianças e da surpresa quando relatava sobre alguns fatos que são partes da nossa história, e não sabiam, me mostrou como é possível fomentar ainda mais a cultura gaúcha naqueles que gostam de verdade dela e ainda por cima trazer, resgatar aquelas ovelhinhas perdidas para dentro do movimento.
Olhando nos olhos deles vi que a chama que aquece os corações tradicionalistas se manterá sempre viva.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Memória que se Lixe

Na segunda-feira o Deputado Federal Sérgio Moraes (PTB), autor da célebre frase: “Estou me lixando para a opinião pública”, esteve em Butiá anunciando uma emenda parlamentar de mais de R$ 350 mil para construção do Ginásio Poliesportivo do Instituto de Educação Marechal Rondon.
Estive acompanhando a rápida passagem e a rápida cerimônia que ele participou aqui, e pensei que alguém se lembraria do notório fato histórico de sua frase pronunciada na Câmara dos Deputados, mas ninguém lembrou.
Ainda me questionei depois se realmente ninguém havia lembrado, ou se o silêncio naquele momento era mais oportuno, mais conveniente para o momento, talvez sim. Se bem que o brasileiro tem a fama de memória fraca.
Falta Projeto

“Se lixando” ou não, Sérgio Moraes tem sido gentil com a nossa cidade. Além dos R$ 350 mil para o Ginásio do Rondon, há R$ 196 mil depositados e empenhados na Caixa Econômica Federal para a Prefeitura Municipal de Butiá usar em construções de Casas Populares. Só que o projeto para isso não existe o dinheiro está lá, parado!
Com esse dinheiro dá para construir mais de 20 casas populares semelhantes as últimas do conjunto habitacional do bairro São José, de fronte ao Ciep, ou 10 casas para família maiores.
A pergunta é: Quando a Prefeitura vai botar a mão na massa? O dinheiro está na mão, não tem do que reclamar, só falta o projeto e a contrapartida. Isso é tão difícil assim? Ou será que vão esperar chegar um ano eleitoral de novo para ver as obras acontecendo na cidade?
O Preço da Vida
Cada vez mais comum no Rio Grande do Sul, os casos de pessoas que oferecem seus órgãos em sites, fórum e comunidades de páginas de relacionamento transpõem a falta de senso ético em viver.
Espertalhões se aproveitam da deficiência da fila única de espera por órgãos controlada pelo Ministério da Saúde e como num leilão de gado leva quem dar mais “money”, assim as pessoas vão se mutilando e oferecendo seus órgãos sem dó nem piedade do próprio corpo.
- Ei! Aqui... Vendo um rim novo, 21 anos de uso, sem nunca dar problema. Preço: R$ 80 mil. Pagamento à vista, em uma só parcela.
Mas que ofertaço heim! Desespero, dívidas, os motivos são os mais variados que estão levando as pessoas a fazerem isso. Já não bastando o tráfico ilegal de órgãos que acontece no Brasil, agora essa nova onda que desafia a justiça e as autoridades competentes.
Qual é o preço da vida? Será que ela pode ser medida em reais? Será?
Espertalhões se aproveitam da deficiência da fila única de espera por órgãos controlada pelo Ministério da Saúde e como num leilão de gado leva quem dar mais “money”, assim as pessoas vão se mutilando e oferecendo seus órgãos sem dó nem piedade do próprio corpo.
- Ei! Aqui... Vendo um rim novo, 21 anos de uso, sem nunca dar problema. Preço: R$ 80 mil. Pagamento à vista, em uma só parcela.
Mas que ofertaço heim! Desespero, dívidas, os motivos são os mais variados que estão levando as pessoas a fazerem isso. Já não bastando o tráfico ilegal de órgãos que acontece no Brasil, agora essa nova onda que desafia a justiça e as autoridades competentes.
Qual é o preço da vida? Será que ela pode ser medida em reais? Será?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O gauchismo predomina

Em contra partida ao nosso natural descaso sentimental com o dia da independência, as comemorações do 20 de setembro subsequntes a essa data, são disparadas mil vezes maiores.
O gaúcho sim tem o maior orgulho de morar no Rio Grande do Sul e dizer para o resto do Brasil que é GAÚCHO, com letras maiúsculas, do tamanho do amor por este chão.
A Revolução Farroupilha foi a única que fez o Império notar que algo estava errado.
Nos 10 anos que foi instituída a República Rio-Grandense (1835-1845), a capital Piratini, mais tarde transferida para Caçapava do Sul e Alegrete, e até mesmo quando foi elaborada sua Constituição Republicana, o Brasil viu que estava preste a perder pra sempre a Província de São Pedro, como já havia acontecido com o Uruguai na Guerra da Cisplatina, anos antes em 1825.
O motivo de toda guerra todo mundo sabe é sempre o econômico, e aqui não foi diferente. Movida pela alta sociedade, houve batalhas épicas e trágicas, promessas não cumpridas e uma paz não aceita.
Mas justamente pelo sentimento revolucionário, por não aceitar o que era imposto por um Império desordenado, em nossa genética foi implantada uma paixão sem tamanho por cada canto desse estado, que não se iguala em nenhum outro estado da federação.
Somos um povo politizado, esclarecido e que preserva fidedignamente nossa história.
Já diz o nosso hino que um povo sem virtude se torna escravo. Aqui no Rio Grande não há isso, e se nossas façanhas fossem modelo para resto do Brasil, quem sabe o amor pátria talvez fosse maior do que o gauchismo que sem sombra de dúvida predominante.
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